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Escrito por Alexandre Lucas
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31 mai 2009, 21:13
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As “culturas do Povo” e a “cultura de massa” serão as temáticas focadas no documentário.
O Coletivo Camaradas iniciou neste domingo (31), a produção de mais um documentário desta vez sobre a Festa do Pau de Santo Antônio de Barbalha. O primeiro trabalho de documentário do grupo foi “Cabaré – Memórias de uma vida” que trata da questão de uma antiga zona de prostituição da cidade do Crato que teve inicio em 1952.
O foco do novo trabalho vista abordar aspectos da confluência e antagonismos entre as “culturas do povo” e “cultura de massas” dentro desta tradicional festa do Padroeiro da Cidade de Barbalha. Para tanto estão sendo colhidos depoimentos de pessoas da cidade, de artistas e de pesquisadores sobre o assunto, como o caso do Ismael Wagner, um carregadores do famoso “Pau da Bandeira”, dos pesquisadores sobre cultura, Oswald Barroso e Claudia Rejane, do músico Luciano Brayner e do humorista Nonato Fred. Outro nomes deverão fazer parte do trabalho como é o caso do professor doutor Jossier Ferreira, que já tem uma vasta pesquisa e registro do evento que se reveste de um misto entre o sagrado e profano.

Além de depoimentos. A intensa movimentação ocorrida na Festa do Pau foi registrada através de fotos e filmagens pelo grupo. Os Camaradas pretendem o ampliar o acervo de imagens fotográficas e audiovisuais para o documentário, através de doações de registros de acervos pessoais de pesquisadores e do público em geral.
A intenção é que o trabalho seja finalizado em Julho e o lançamento ocorra na cidade de Barbalha. A Produção deste trabalho é custeada através de recursos próprios e de parcerias.
Quem desejar fazer doações de vídeos ou registro fotográficos digitalizados comunicar enviando informações para o email: coletivocamaradas@gmail.com.
Postado por Alexandre Lucas
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24 mai 2009, 11:32
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Sem vínculos políticos, partidários ou religiosos, a Operação Sorriso do Brasil, no país desde 1997, oferecerá, na última semana de maio de 2009, um significativo auxílio no tratamento muldisciplinar de pacientes portadores de deformidades faciais oriundos da região do Cariri e de estados vizinhos. Barbalha, cidade que sediará, pelo terceiro ano consecutivo, um programa médico-humanitário da instituição, antecederá Fortaleza. Situada no coração da região do Cariri e relativamente próxima de diversos municípios de outros estados nordestinos vizinhos, Barbalha, pela sua localização estratégica e qualidade de suas instalações médicas, entre os dias 25 e 28 de maio, no hospital São Vicente de Paulo, vai testemunhar, pelo terceiro ano consecutivo, o milagre da multiplicação de sorrisos, fenômeno caracterizado pela migração de brasileiros de diversas cidades vizinhas, especialmente de Juazeiro do Norte e Crato, e que deve ser creditado à esperança de dias melhores que só a plenitude de um sorriso oferece e às sempre intrépidas e dedicadas equipes da Operação Sorriso do Brasil, instituição médica, sem fins lucrativos, filiada à Operation Smile, organização não governamental presente em mais de 54 países e responsável pela realização de mais de 130 mil cirurgias plásticas reparadoras em pacientes portadores de fissuras lábio-palatinas em todo planeta.
Para Barbalha, a primeira cidade cearense a receber a Operação Sorriso do Brasil em 2009 (a segunda será Fortaleza, entre os dias 1 e 9 de setembro), as metas são ousadas. Nos 3 dias de cirurgias, 26 a 28 de maio, com uma equipe muldisciplinar de renome internacional formada por voluntários não-médicos e profissionais de saúde, o programa médico-humanitário pretende realizar mais de 40 cirurgias plásticas reparadoras em pacientes portadores de fendas lábio-palatinas, prestar atendimento médico de qualidade internacional a todas as pessoas presentes à seleção que ocorrerá no dia 25 de maio, garantir a continuidade do atendimento multidisciplinar dos pacientes operados em anos e programas anteriores, e, principalmente, inspirar o desenvolvimento de políticas comprometidas com a auto-suficiência no atendimento médico de qualidade a pessoas portadoras de lábios leporinos e fendas palatinas no Brasil, contigente que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), soma mais de 300 mil brasileiros ou uma em cada 650 crianças nascidas no país. Apesar da proposta da Operação Sorriso do Brasil não ser erradicar sozinha as deformidades faciais responsáveis pelos maiores índices de evasão escolar, segregação social e desemprego no país, considerando as estatísticas oficiais da OMS, somente com o programa médico-humanitário que irá ocorrer em Barbalha, entre os dias 25 e 28 de maio, cerca de até 15% das pessoas portadoras de lábios leporinos e fendas palatinas da região do Cariri e de cidades vizinhas poderão ser atendidas por equipes muldisciplinares de envergadura internacional e ter suas vidas definitivamente transformadas em cirurgias que duram de 45 minutos a 1 hora e meia.
- A exemplo do que realizamos em Maceió, no período compreendido entre os dias 13 e 21 de abril, o primeiro dos 5 programas médicos agendados pela Operação Sorriso do Brasil para 2009, quando recebemos mais de 200 pessoas na seleção, atendemos mais de 196 pacientes e realizamos 124 procedimentos cirúrgicos em 103 nordestinos de 3 estados da região, nossas expectativas são de receber pessoas de outras cidades da região do Cariri, como Juazeiro do Norte e Crato, de Fortaleza, e até de outros estados vizinhos, torce Clóvis Brito, diretor nacional de programas da Operação Sorriso do Brasil. Para dar conta da meta de realizar mais de 500 cirurgias plásticas reparadoras em 2009 e garantir a qualidade nos serviços prestados em Barbalha e nas outras cidades que receberão programas médicos da Operação Sorriso do Brasil, a instituição, que, frisa o seu diretor nacional de programas, não possui vínculos políticos, partidários ou religiosos, conta com uma ampla rede de voluntários e patrocinadores nacionais e locais.
- Com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, prefeituras municipais de Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte, hospital e maternidade São Vicente de Paulo, da Marinha do Brasil, Colgate, Johnson&Johnson, Laboratórios Abbott, Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entre outros parceiros e voluntários, ofereceremos o melhor atendimento médico possível a pessoas que muitas vezes nunca frequentaram um consultório médico em todas suas vidas, garante Brito. Para saber mais sobre a Operação Sorriso do Brasil em Barbalha, entre em contato com a Sra Eliete, do hospital São Vicente de Paulo, pelo telefone: .
Informações adicionais sobre os outros programas médico-humanitários da Operação Sorriso do Brasil que vão acontecer no país em 2009, podem ser obtidas no endereço eletrônico: http://www.operacaosorriso.org.br ou através da nossa assessoria de comunicação:
Berto Filho
bertofilho1@gmail.com
tels.: 21-9915-0764/ 21-3435-6464/
Eduardo Leite
edleitebr@yahoo.com.br
edleitebr@gmail.com
tels.: 21-3988-7234/ 21-2487-7234
Fonte: AVOL – Antonio Viana OnLine – Parceiro Rede Blogs do Cariri
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22 mai 2009, 10:43
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O Blog do Crato apoia todas as iniciativas de despoluição sonora, visual, de esgotos, e de qualquer outra forma que se fizer para despoluir nossa cidade. O secretário Nivaldo Soares, juntamente com uma equipe de outros secretários está empreendendo uma verdadeira GUERRA á poluição visual e sonora no nosso município. Tudo aos auspícios do prefeito Samuel Araripe, que munido da guarda municipal e do Demutran, procura garantir a LEI DA ACESSIBILIDADE, que devolve as calçadas aos seus verdadeiros donos: os pedestres. Locais estão sendo oferecidos aos feirantes lá no mercado, para que deixem as praças e locais públicos.
Com relação à retirada de placas enormes que impedem até a visualização na nossa querida Chapada do Araripe, está sendo feita uma campanha na base da boa vontade, mas para os refratários, a coisa pode ESQUENTAR.
Ontem, em reunião no gabinete do Prefeito, a pauta era de como se deve prosseguir agora para o pleno sucesso da campanha, e do que fazer para com aqueles que não querem colaborar. 160 empresas já aderiram à campanha, mas ouve-se um boato na cidade, que uma empresa de Juazeiro do Norte que está instalada aqui no crato, se recusa terminantemente a retirar a sua placa, dando mau exemplo, e afrontando os próprios colegas lojistas, uma vez que cada um cumpriu a sua parte. Porque é que essa empresa não iria cumprir também ?
Minha sugestão é de que se alguém não quiser cumprir, deve cumprir pelas vias legais. Aonde o diálogo não resolve, a Força e a LEI resolve rapidinho, rapidinho.
Andando pelo centro da cidade, percebi que inúmeras placas já foram retiradas, mas há esses aqui que parece que se recusam a retirar, e podem acabar sendo retirados “na marra”:


E essa placa enorme de “Dentista” aí, quando essa “coisa” irá ser retirada a fim de desobstruir o belo prédio por trás ?
Essa geringonça aí da Farmácia Gentil precisa ser retirada o quando antes. É o símbolo máximo da poluição visual em Crato. Vou até filmar no dia em que ela for retirada…
Esse aí, parece que tá se recusando a retirar a placa…vai à força mesmo ?


Essa aí do supermercado mansota e da Casa dos Sonhos são ridículas. São as únicas que faltam na Rua Santos Dumont.
Abaixo, fotos da reunião de ontem: O Caldo vai Engrossar…





Prefeito Samuel Araripe disse na reunião “Agora não podemos recuar mais. Se o fizermos ficaríamos desmoralizados perante a opinião pública. É preciso não ceder às pressões de meia-dúzia de gente que não quer ver um Crato melhor.”
Reportagem: Dihelson Mendonça
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22 mai 2009, 07:02
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Nota do Blog do Crato:
Como é praxe desde tempos remotos, inclusive na Europa, artistas cearenses também prestam solidariedade às vitimas das chuvas. Isso me faz lembrar do grande gênio da Música, e considerado o maior pianista de todos os tempos, o húngaro Franz Liszt, que nas cheias do Rio Danúbio, que invariavelmente alagavam a cidade de Budapest, no século XIX, tocava inúmeros concertos cuja renda era revertida para as vítimas. Uma grande lição de humanismo e solidariedade e que deve ser sempre seguida. Aqui no Ceará, alguns artistas estão fazendo algo parecido, nas cheias de 2009, como nos mostra esta reportagem do Jornal “O ESTADO”:
Rossicléa, Skolástica, Falcão, Fagner, Chico Pessoa e Ítalo e Renno são algumas das atrações.
Fortaleza se junta para ajudar as vítimas das chuvas. No sábado acontece um grande evento: “Força Solidária” é uma iniciativa do Governo do Estado junto a FIEC e outras instituições, a fim de apoiar as vítimas das enchentes que abalaram o estado do Ceará nos últimos meses. Uma série de eventos acontecerão, e o primeiro, neste sábado, será um grande show montado no Parque do Cocó com os maiores expoentes da música e humor cearense, como Fagner, Falcão, Ítalo e Renno e Chico Pessoa. A partir das 10h da manhã uma grande blitz em frente ao parque do Cocó em frente à Rua Valdetario Mota com a Andrade Furtado. Será montado um stand onde os Bombeiros, Cruz Vermelha e o exercito de Fortaleza estarão arrecadando alimentos, roupas, colchonetes e outras ajudas necessárias, para serem distribuídas às vitimas do interior.
A partir das 18h30 até 19:30 tem concerto com a Orquestra Eleazar de Carvalho. Das 19h30 às 19h45 tem esquete feita pelo humorista Papudim. Das 19h45 às 20h15 o humorista-cantor Falcão chega com sua irreverência. Das 20h15 às 20h30 o humorista Aluisio Junior faz a siaua presentação, seguida pelo show de Italo e Renno. Às 21h será a vez de Skolástica anunciar o cantor Chico Pessoa. A partir das 21h45, Rossicléia realiza a apresentação do show do cantor Fagner, que fará o encerramento, a partir das 22h. Maiores informações: 3261-0665.
Fonte: Jornal O ESTADO.

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20 mai 2009, 22:39
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A criação do Cuca é um fato histórico no Cariri. Depois de oito anos de tentativas é lançado o primeiro CUCA da UNE no Ceará, vinculada ao Instituto CUCA. A Programçao tem continuidade até sexta-feira,dia 22.
A Escola de Cultura Berimabarte de Capoeira deu uma aula de história e cultura no lançamento do CUCA Cariri, nesta ultima quarta-feira, dia 20, no Salão de Atos da URCA. Logo em seguida o resgate histórico da luta dos artistas e estudantes do Cariri, a diversidade cultural e a necessidade de parcerias marcaram os discursos da mesa de abertura, composta por Maércio Lopes, presidente da Academia dos Cordelistas do Crato; professora Maria Isa Pinheiro Cardoso Gonçalves, pró-reitora adjunto de Extensão da URCA; Jéferson Luiz, diretor nacional da Nação Hip-Hop Brasil e Secretário da Cultura de Potengi; Alexandre Lucas, representante do Coletivo Camaradas, Anastácio Braga, gerente executivo do Centro Cultural do Banco do Nordeste; Zenaide Leandro, acadêmica de Administração da UVA, Jéssica Sampaio, acadêmica do curso de Teatro da URCA; Rudiney Souza, diretor da União Nacional dos Estudantes – UNE e Jean Alex de Alencar , coordenador do CUCA Cariri.
Para o coordenador do CUCA Cariri, Jean Alex “uma das questões de grande importância é que as universidades compreendam que a cultura é um bem de todos e que a região possui uma diversidade de manifestações e deve fortalecer a pesquisa, o registro e a valorização dos mestres e artistas populares ou eruditos através de ações pontuais guiadas por compromissos éticos e sociais”.
A professora e Cordelista Salete Maria produziu um cordel para homenagear o lançamento do CUCA intitulado “Oração ao CUCA e à cultura Cariri” que pode ser lido no blog: http://www.cucacariri.blogspot.com/.
A Coordenadora dos Pontos de Cultura da Unidade Gestora do Mais Cultura/Ceará, Norma Paula enviou carta saudando o lançamento do CUCA em que afirma “Acredito que o CUCA CARIRI contribuirá através da cultura, para a construção e execução, de uma política que estimule a formação de novos talentos no campo das artes, que preserve a memória do povo caririense através da identificação, da realização de eventos e formação de grupos locais, que fomente a discussão sobre a democratização dos meios de produção”. Ela se coloca a disposição inteira disposição, juntamente com os Pontos de Cultura do Ceará, para tornar o CUCA CARIRI um grande sucesso.
De “igual para igual” foi a mesa-redonda Cultura do Povo
Esse foi o clima que marcou a mesa-redonda “Cultura do Povo – Patrimônio de uma identidade” composta pelos mestres Pekeno, da Escola de Cultura Berimbalarte de Capoeira; mestre Antonio Luiz, do Reisado de Caretas do Sassaré – Potengi, Mestre Cirilo do Maneiro Pau da Bela Vista – Crato, Anastácio Braga, Gerente Executivo do CCBNB, João do Crato, cantor e militante dos movimentos sociais e o músico e compositor Abidoral Jamacaru. Num clima descontraído o publico escutou com dedicação as palavras sábias dos mestres, dos artistas e do gestor. A intenção da mesa foi oportunizar aos mestres que tivessem a possibilidade de dialogo com o público sobre os seus fazeres e manifestações, tendo em vista, que na maioria das vezes o tema “cultura do povo” é discutido sem a presença dos mestres e em alguns casos são chamados apenas para apresentações. Para Rebecca Sedrim, integrante do CUCA Cariri, os artistas populares devem ser escutados e propiciados momentos constantes de aproximação com o público, visando aproximar o povo da arte e da suas identidades culturais.
“Quero participar ativamente do CUCA”
Essas foram às palavras da acadêmica do Curso de Teatro da URCA, Jéssica Sampaio que animou os integrantes do CUCA. Ela ressaltou a importância de criação do CUCA Cariri e frisou também que a arte é mesclada de pratica e conhecimento, referindo-se a importância do estudo acadêmico para compreensão da arte e se colocou a disposição para construir e expandir o Centro Universitário e disse que é importante o envolvimento dos universitários.
Criação participativa
Estudantes e artistas criaram um painel onde puderam expressar a sua opinião em relação ao CUCA. Uma ação simples mas capaz de motivar a interação dos participantes e tornar-los parte do processo.



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20 mai 2009, 19:13
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O governo federal reduziu a previsão de crescimento da economia em 2009 de 2% para 1%. O dado consta do relatório bimestral de reavaliação do Orçamento deste ano. No projeto de Orçamento enviado ao Congresso em 2008, antes da crise, a previsão era de um crescimento de 4,5%. Anteriormente, no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), o governo chegou a prever uma expansão de 5%. Mas durante a votação da proposta orçamentária, após os efeitos da crise chegarem ao país, o percentual foi reduzido para 3,5%. Na reavaliação bimestral feita em março, o governo revisou o número mais uma vez, para 2%, depois da forte retração do PIB de 3,6% registrada no último trimestre do ano passado. Na nota divulgada hoje, a revisão é mais uma vez atribuída aos efeitos da crise sobre receitas e despesas. “Em face do atual cenário de retração econômica mundial, foi necessária revisão para o crescimento real do Produto Interno Bruto em 2009″, diz o Ministério do Planejamento em nota divulgada nesta quarta-feira.
Retração
A estimativa do Orçamento ficou abaixo da previsão feita pelo Banco Central em março, que indica um crescimento da economia de 1,2% em 2009. Esse número é revisado no final de cada trimestre, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação. Foram do governo, no entanto, as previsões continuam apontando para uma queda no (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país). Os economistas consultados pelo BC na pesquisa semanal Focus, por exemplo, apostam em retração de 0,49%. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê queda de 1,3%.
Dólar e juros
A reavaliação do Orçamento também traz novas previsões para outros indicadores econômicos. O governo reduziu previsão para o IPCA (índice oficial de inflação) de 4,5% para 4,3%. Para o IGP-DI, caiu de 4,16% para 2,01%. A estimativa para taxa Selic média no ano caiu de 10,8% para 10,25%. Para o dólar, recuou de R$ 2,31 para R$ 2,23. A massa salarial dos trabalhadores também vai crescer menos 5,67%, ante 6,29% na previsão anterior. A estimativa para o preço médio do petróleo passou de R$ 47,27 para R$ 53,05.
Arrecadação menor
Também houve revisão das receitas e despesas para este ano. A estimativa para as receitas líquidas caiu de R$ 448,75 bilhões para R$ 439,42 bilhões, o que representa R$ 9,335 bilhões a menos nos cofres do governo. A projeção para as transferências a estados e municípios foi reduzida em R$ 2,4 bilhões, para R$ 124,85 bilhões. Para as despesas obrigatórias, excluindo a Previdência, houve um aumento de R$ 3,136 bilhões na previsão, para R$ 51,726 bilhões. Em relação à Previdência, a previsão de déficit foi revista de R$ 40,055 bilhões para R$ 42,131 bilhões. Esse resultado seria a diferença entre despesas de R$ 223,07 bilhões e receitas de R$ 180,94 bilhões.
Fonte: UOL.
EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília
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13 mai 2009, 04:01
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Grupo de músicos do Senegal realiza shows durante a programação do encontro internacional promovido pela Fundação Casa Grande. Nova Olinda, no Cariri, sedia até sábado encontro das expressividades dos países da língua portuguesa. Nova Olinda. Um grande encontro no Cariri das Artes dos Países de Língua Portuguesa será iniciado hoje, com abertura às 14 horas, na Fundação Casa Grande, Memorial Homem Kariri, no município de Nova Olinda. A abertura acontece no Teatro Violeta Arraes – Engenho de Artes Cênicas. A primeira edição estará centrada na música e ritmos diferentes e marcantes — o que não vai faltar para os meninos do sertão e o grande público caririense que estará na Casa Grande. Os artistas do Senegal, Angola, Moçambique, Portugal, Cabo Verde, entre outros países, começaram a desembarcar no Cariri desde a semana passada. Aproveitam a estada na região para promover intercâmbio com grupos de artistas da cultura local, a exemplos dos não menos internacionais, Irmãos Aniceto, que também estão inseridos na programação do evento.
A diretora da Fundação, Rosiane Limaverde, destaca a importância do intercâmbio por aproximar os representantes de países que falam a língua portuguesa, uma vez que verifica-se ainda haver uma grande distância. Esse é o primeiro de muitos, segundo ela, em que diversos aspectos serão trabalhados dentro do conhecimento das culturas entre os povos que falam a mesma língua. Ritmos marcantes e diferenciados é o que não irá faltar nessa festa ´luso-caririense´, ao som da turminha. Para Alemberg Quindins, presidente da entidade, além da troca, a mostra é uma escola de gestão e de produção para os meninos da Casa Grande. E não é de hoje que o trabalho com representantes desses países vem sendo feito em parceria com a ONG cearense. São anos a fio de trabalho, o que proporciona a parceria da Fundação com entidades estrangeiras a exemplo da Universidade de Coimbra, sediada em Portugal. Entre os grandes momentos do encontro estão as rodas de conversas, com estudiosas no assunto e gestores de instituições brasileiras, africanas e européias, mostras de vídeo e exposição de folhetos de cordel. Os alunos das escolas públicas do município também participam do evento.
A I Mostra Cariri das Artes dos Países de Língua Portuguesa será realizada de hoje até sábado. O evento tem o objetivo de reunir representantes de instituições que atualmente mantêm intercâmbio com a Fundação, além de fortalecer os laços institucionais da entidade cearense com órgãos internacionais. Serão cinco dias com recitais musicais, palestras, exposição de cordéis e mostra de vídeo feitos pela TV Casa Grande. De Angola virá Filipe Mukenga, que recentemente gravou o disco “Nós somos nós”, com Zeca Baleiro. De Moçambique, Stewart Sukuma. Cabo Verde será representado pelo jovem Vadú. Portugal nos presenteia com o som luso-brasileiro de JP Simões. Os brasileiros Elizah e Paulo Brandão deixam o litoral carioca para uma sonora apresentação no sertão. Abanda e Os Cabinha, com jazz e rock na lata, são da Fundação. Trarão para as apresentações uma amostra da música do sertão cearense. Com a finalidade de aproximar os artistas de gestores culturais, será promovido debate com representantes de instituições como Edson Natale (Itaú Cultural), Dane de Jade (Sesc Ceará), Heniton Menezes (Banco do Nordeste), Mário Alves (ONG Etnia – Portugal) e Roberto Isaías (Rede Nacional para a Diversidade – Moçambique) e Janete El Haouli, (Casa de Cultura da Universidade de Londrina). Na abertura, estará presente a linguista Ruth Monserrat. Ela irá apresentar uma palestra sobre as aproximações entre o Português e as línguas de origem indígena.
O trabalho dos meninos da Fundação será apresentado, com as produções realizadas em nível local. Produções realizadas sobre a região no “100 Canal” serão apresentadas. Para representar dois dos países lusófonos presentes no evento, Mário Alves, a ONG Etnia de Portugal e Roberto Isaías, da Rede Nacional para a Diversidade Cultural de Moçambique. Eles abordarão o trabalho das instituições nas quais estão à frente. Alves é responsável pelo festival Na Ponta da Língua, que reúne nomes da cultura lusófona, com edição em Fortaleza.
Mais informações:
Escritório da Fundação Casa Grande
Rua Ratisbona, 564, Centro, Crato (CE), (88) 3521.8133
imprensafcg@gmail.com
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
Escrito por Jose do Vale
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13 mai 2009, 03:26
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O George Macário postou duas matérias que versam sobre a punição de pessoas que cumprem atos criminosos. Uma em defesa da pena de morte e outra sobre a redução da maioridade penal. Na primeira matéria bati os olhos e não tive tempo de ler e estava no centro de um debate aqui sobre saudosismo e preferi, por mero cansaço, não entrar em outro. Mas hoje, refiz minha posição, pois afinal não teria sentido ficar aqui escrevendo se não fosse para a contribuição geral. A contribuição, inclusive, do contraditório. Pois sou contra a pena de morte e contra a redução da maioridade penal.
Existem torres de controle para os aviões não se chocarem. Sinais e leis do trânsito para evitar acidentes e criar uma responsabilidade sobre o condutor de veículos, que, aliás, não é um direito individual, é uma concessão do Estado. Hospitais para recuperar a saúde, Bancos Centrais para regular o mercado financeiro e assim poderemos ir a centenas de instrumentos civilizatórios para promoção, prevenção e recuperação de meios, pessoas e coletividades. Agora mesmo se intentam de sobremaneira a recuperação das cidades inundadas naquilo que se denomina Defesa Civil.
Isso tudo em razão do modelo de felicidade que se traduz numa sociedade de direitos humanos, sociais, econômicos e políticos. E mais ainda, numa sociedade que igual à grega, entende os fundamentos de todos estes direitos e obviamente da felicidade geral. Hoje mesmo um soldado americano enlouquecido numa clínica militar em Bagdá matou cinco colegas e feriu mais três. Então o crime de qualquer espécie tem muitos aspectos que uma vez negados entram em lesão máxima da própria civilização. Não é por nada que Bento XVI foi a Israel reconhecer o quê um infeliz bispo negara: o genocídio de judeus na segunda grande guerra.
Os fundamentos de tantos direitos tem base na cultura cristã, tem base na ciência (sociologia, antropologia, psiquiatria, psicologia, etc.) e claro no direito. A sociedade que vivemos não é uma máquina de resultados, é um imperfeito que sofre os efeitos do sistema econômico dominante, da ordem política e claro da própria natureza que não existe para servir aos homens, sendo estes apenas uma pequena parte do seu conteúdo completo. Ora, dizer que o coletivo é superior ao indivíduo não diz mais nada. É apenas uma palavra de efeito ou um mantra da velha política da ordem das classes superiores sobre as subalternas.
Vivemos na civilização do indivíduo. Por isso é que o direito não é um só, retorne-se aos princípios fundamentais na constituição e dos direitos e garantias fundamentais. Estão lá: II – a cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político. Por isso é que no capítulo dos direitos e garantias fundamentais temos: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes.
Sobre a redução da maioridade penal faz parte da fragmentação que não mais cabe no conjunto de uma sociedade de indivíduos e coletividades. Se tivermos que enfrentar a complexidade da vida e das sociedades, inclusive do modo de produção e distribuição de riquezas e da própria natureza, é muito mais adequado um todo abrangente e de certa forma orgânico do quê fragmentos de meias verdades. Por isso a defesa do Estatuto da Criança e do Adolescente é mais conseqüente e muito mais real, do que ECA que apenas punem, sem pensar a civilização. A redução da maioridade penal não muda questões complexas nas tensões sociais, nas disputas genocidas, na disseminação de estados alterados da mente sobre efeito de drogas e bebidas. Uma sociedade não se resolverá nos tribunais, mas nos Estatutos, que democratizam o exame das questões através de conselhos locais. De conselhos que estimulem políticas públicas e sociais, que dialoguem com a escola e a saúde pública, que busque meios de segurança pública e claro, por último na cadeia, a justiça para recuperar. Mas a recuperação é tão importante quanto, especialmente quando os meios de promoção e prevenção não puderam resolver casos específicos.
José do Vale Pinheiro Feitosa

Escrito por Dihelson Mendonca
Atualidade
13 mai 2009, 03:17
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Campanha contra a Poluição Sonora no Crato!

Estamos disponibilizando os telefones da SEMACE e da Polícia Militar, para quem precisar denunciar algum abuso por parte dos poluidores do Crato. Carros com porta-malas aberto e som alto, arruaceiros, bandidos, marginais, etc…
Vou até colocar esses telefones aqui no Blog num local de fácil acesso porque iremos precisar bastante. E nao se deixem abater. Se seu vizinho está lhe perturbando com som alto demais, chame a Semace, ou a Polícia. Os direitos são iguais, e todos merecem respeito e dignidade.
DENUNCIE ! Não se deixe abater pelos Infratores e gente sem educação. Ajude a combater a Poluição Sonora da nossa cidade, denunciando abusos:
- Secretaria de Meio Ambiente: 3521-9409
- Semace: 3102-1288
- Polícia Militar.
Este pedido é do próprio Secretário do Meio-Ambiente e tem todo o apoio do Blog do Crato e da Rede Blogs do Cariri, que conta com mais de 35 websites Caririenses e mais de 25.000 visitas mensais. Respeitar os direitos das pessoas também é uma questão de cidadania ! Todos têm direito à PAZ.
Dihelson Mendonça
Escrito por Jose do Vale
Atualidade
13 mai 2009, 03:16
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Uma epidemia tem muitos parâmetros. Entre os mais banais: a incidência com a qual atinge as pessoas (o número de casos de pessoas que adoecem); a letalidade (quantidade de mortes sobre o total de pessoas que adoeceram); a gravidade dos casos para efeito de cuidados (ambulatório, internação, tratamento intensivo etc.); a idade da população mais atingida; a área geográfica atingida pela epidemia entre outros. Às 3 horas no horário de Brasília a OMS divulgava o boletim da febre suína de acordo com o quadro abaixo:
Países Casos Mortes (letalidade)
EUA 2.532 3 (0,11%)
México 1626 48 (2,95%)
Canadá 284 1 (0,35%)
Costa Rica 8 1 (1,25%)
Europa
em 24 países 188 0 (0,0%)
África 0 0 (0,0%)
Ásia em 4 países 9 0 (0,0%)
Oriente médio
em Israel 7 0 (0.0%)
Oceania
em 2 países 8 0 (0,0%)
América Latina
em 6 países. 32 0 (0,0%)
Total
em 30 países 4.694 53 (1,1%)
O vírus efetivamente se espalhou. O número de casos nos EUA já é maior que no México, mas a letalidade entre os dois países tem uma enorme diferença. Igualmente a letalidade mexicana pela gripe é muito superior ao Canadá o terceiro país com maior número de casos. À exceção da Costa Rica, só ocorreu mortes nos países com maior número de casos. Que lições poderíamos tirar destes números?
O vírus tem uma circulação ampla e se espalha através daqueles canais do trânsito mundial do comércio e turismo. Na Europa, por exemplo, os maiores números estão em países como França, Reino Unido, Alemanha e Itália. Inegavelmente com maior trânsito com a América do Norte. No Oriente Médio só ocorreu em Israel e na Ásia se destaca o Japão.
A não ocorrência no continente africano pode ser apenas um problema de detecção da saúde pública regional, mas tudo leva a crer que será apenas uma questão de tempo. A chegada do vírus à China abre uma oportunidade, tanto pelo modelo, pois lá tradicionalmente tem sido a fonte “forjadora” dos vírus influenza, além da concentração populacional e da criação intensiva de porcos.
Se estivermos numa região de transmissão e concentração de casos, como em partes do México e EUA a nossa chance de sermos contaminada parece, pela expansão verificada, muito alta. Agora se imaginar que o México tem mais de 108 milhões de habitantes (incidência até agora de 1,5 por 100 mil pessoas), o EUA com 300 milhões (incidência até agora de 0,844% por 100 mil pessoas) e o Canadá com 35 milhões (incidência até agora de 0,811% por 100 mil pessoas). Acontece que nestes níveis de incidência provavelmente não se consiga explicar a extensão mundial do vírus tendo como fonte apenas a América do Norte. Se aplicarmos unicamente os números divulgados para cada 17,2 casos da América do Norte teria surgido outro caso em algum continente, especialmente na Europa.
Mesmo se considerando a população mundial em viagens ente a América do Norte e o resto do mundo há de considerar que a epidemia estaria num nível de incidência muito baixo naqueles países para que possa disseminar assim e de modo tão diversificado. Estamos diante de duas hipóteses: ou a incidência nos três principais países em que a epidemia chegou é bem superior ao que se divulga (até pelo efeito de análise sentinela) ou os vírus estão evoluindo de modo independente ou sendo espalhado por outra forma. Se todos os casos descoberto fazem parte da vigilância sanitária de fronteiras, o mais provável é que um viés de saúde pública possa “esquecer” algo fora deste canal. São ponderações a se verificar num futuro próximo.
Por último a questão da letalidade. A letalidade tão alta do México em comparação com a Americana e a Canadense, pode significar a maior incidência, atingindo seguimentos sociais mais diversificados, mas demonstra a iniqüidade dos sistemas de saúde mexicanos em relação aos outros dois. Uma hipótese forte é as autoridades do México não terem o real conhecimento da incidência e que esta seja bem maior. É mais fácil um sistema contar os mortos que doentes com dificuldade de acesso a serviço ou serviços que não notificam os casos para as autoridades sanitárias.
José do Vale Pinheiro Feitosa