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Destaque
3 jun 2009, 03:06
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Aviões da Força Aérea Brasileira encontraram nesta terça-feira destroços do Airbus A330 da Air France que desapareceu no domingo sobre o Atlântico com 228 pessoas a bordo. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou os parentes dos ocupantes do voo AF 447, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, num hotel da zona oeste do Rio e confirmou, em entrevista coletiva, que os destroços avistados por aviões da FAB são do avião da Air France. “Não há a menor dúvida que os destroços são do avião da Air France”, afirmou o ministro, acrescentando que o avião caiu dentro das águas territoriais brasileiras, antes do limite marítimo de Dacar (Senegal). Segundo ele, os destroços foram localizados a 1.200 quilômetros de distância da cidade do Recife. Os destroços, partes metálicas e não-metálicas, foram visualizados numa extensão de 5 quilômetros. Em nota divulgada mais tarde, a FAB informou que os destroços foram encontrados por volta das 12h20 (horário de Brasília) a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha. De acordo com a Força Aérea, a quantidade e o tipo de material avistado –peças brancas, fiação e manchas de óleo dispersos por cerca de 6 quilômetros– levou à conclusão de que os destroços pertenciam ao Airbus que fazia o voo AF 447. Segundo Jobim, “até o momento não foi encontrado nenhum corpo”. A Marinha divulgou que a temperatura da água no local onde foram encontrados os destroços era de entre 28 e 30 graus Celsius, quente o bastante para a sobrevivência de um ser humano. “Isso dá um tempo, no aspecto de hipotermia, indeterminado de permanência na água. Vai depender da resistência física desse corpo, se sofreu algum choque ou algum ferimento”, disse o contra-almirante Domingos Sávio Almeida Nogueira, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, a jornalistas em Brasília. “O que nos move, principalmente nessa missão, é a esperança de encontrar sobreviventes”, acrescentou. Familiares de passageiros que estavam no avião da Air France, no entanto, demonstravam desânimo após o encontro com o ministro da Defesa.
“A última ponta de esperança que nós tínhamos não existe mais depois das informações passadas pelo ministro. Antes muitos de nós achávamos que o avião poderia ter pousado numa ilha ou coisa parecida, agora não dá mais”, disse Aldair Gomes, pai de Marcelo Parente, chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
“Eu só quero encontrar o corpo do meu filho para que ele tenha o mínimo de dignidade no fim da sua vida.”
Em nota, a Presidência da República informou que o presidente em exercício, José Alencar, decretou luto oficial de três dias “em sinal de pesar pelas vítimas do acidente aéreo”.
INVESTIGAÇÕES
As investigações sobre o acidente com o Airbus A330, que tinha 58 brasileiros a bordo segundo a companhia aérea francesa, são de responsabilidade da França em atendimento à legislação internacional. De acordo com a Aeronáutica, dois investigadores franceses já estão no Brasil e trabalham em coordenação com um investigador do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O grupo conta com o apoio de integrantes dos serviços regionais de prevenção de acidentes aéreos do Rio de Janeiro e do Recife, segundo a FAB. No entanto, segundo Jobim, ainda não existe nenhuma indicação da localização da caixa-preta da aeronave, dispositivo fundamental na investigação de qualquer acidente aéreo. “Caixa-preta não bóia, estamos numa região de 2.000 a 3.000 metros de profundidade”, afirmou o ministro. “A descoberta terá grande dificuldade.” Enquanto isso, militares brasileiros mantêm os trabalhos de busca na área em que foram encontrados os primeiros destroços, a 700 quilômetros de Fernando de Noronha e a 150 quilômetros do local onde o Airbus A330 enviou uma mensagem automática informando que sofria com problemas técnicos. Uma aeronave de sensoriamento R-99 iniciará as buscas noturnas e, durante a madrugada, três aviões C-130 Hércules voarão para a região. No total, a FAB conta com sete aviões e dois helicópteros na região de busca, com 100 pessoas envolvidas na operação. Além disso, cinco embarcações da Marinha se locomovem para a região onde foram encontrados os destroços, incluindo um navio-tanque. A primeira delas, o navio patrulha Grajaú, deve chegar à região às 18 horas de quinta-feira. Inicialmente a expectativa era de que o navio chegasse às 11h, mas essa estimativa foi adiada devido a condições climáticas que impedem que a embarcação se locomova a uma velocidade maior. Um navio da França, capaz de realizar exploração no fundo do mar, também ajudará nas buscas. Segundo Jobim, os destroços visualizados e eventuais vítimas que forem encontradas serão transportados por navios da Marinha, com auxílio de helicópteros, para a ilha de Fernando de Noronha e depois encaminhados para Recife.
(Reportagem adicional de Fernando Exman, em Brasília)
Por Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier
Fonte: Reuters Brasil
Escrito por Dihelson Mendonca
Destaque
12 mai 2009, 17:38
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A foto retrata mais uma retirada de uma das enormes placas que poluíam a cidade do Crato. Prossegue em ritmo acelerado a campanha para despoluição sonora e visual de Crato-CE. A campanha é liderada pelo secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano, Sr. Nivaldo Soares, que tem o apoio da administração Samuel Araripe.
Escrito por Dihelson Mendonca
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12 mai 2009, 17:31
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Copacabana
Existem praias tão lindas, cheias de luz,
Nenhuma tem o encanto que tu possues,
Tuas areias, teu céu tão lindo,
Tuas sereias, sempre sorrindo,
Copacabana princesinha do mar,
Pelas manhãs tu és a vida a cantar,
E a tardinha o sol poente,
Deixa sempre uma saudade,
Na gente
Copacabana o mar eterno cantor,
Ao te beijar, ficou perdido de amor,
E hoje vive a murmurar, só a tí,
Copacabana eu hei de amar
Existem praias tão lindas, cheias de luz,
Nenhuma tem o encanto que tu possues,
Tuas areias, teu céu tão lindo,
Tuas sereias, sempre sorrindo,
Copacabana princesinha do mar,
Pelas manhãs tu és a vida a cantar,
E a tardinha o sol poente
Deixa sempre uma saudade,
Na gente
Copacabana o mar eterno cantor
Ao te beijar ficou perdido de amor,
E hoje vive a murmurar, só a tí
Copacabana eu hei de amar
Existem praias tão lindas, cheias de luz…
Escrito por Jose Nilton Mariano
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12 mai 2009, 17:24
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É dura a vida de colunista e escritor. Não adianta eu falar, insistir, berrar aqui nesse espaço ou onde mais me deixarem à solta. Tem que vir o Obama pra dizer em alto e bom inglês que o Lula é o cara – Lula is the man – e aí sim, a imprensa repete aos milhões, o Fernando Henrique tem um choque anafilático de tanta inveja e todo mundo cai na real. Isso não significa que eu não tenha críticas ao Lula ou ao partido. Minha relação com eles é mais ou menos a que eu mantenho com as mulheres: gostaria que fossem muito diferentes, mas, olhem só as alternativas! Vivemos em um mundo real, com defeitos reais, conseqüências infelizes da nossa humanidade. Compreender esse mundo e governar para ele, tentando ao mesmo tempo torná-lo melhor, com direito a alguma quantidade de sonho, é o que diferencia um político competente de um estadista. E Lula é um estadista, o maior que já tivemos. Eu acho que boa parte desse preconceito contra o Lula é preconceito mesmo, do ruim. Olhem o que eu ouvi ontem mesmo de uma moradora de um bairro nobre daqui. Ela explicou que não torce para o Corinthians, porque, afinal “tenho todos os meus dentes e conheço o meu pai”. Uffff. Lula, por exemplo, que mal conheceu o pai, na infância, e não sei quanto aos dentes, mas sei quanto aos dedos, torce para o Corinthians. E eleger o Lula foi um momento sublime para os brasileiros porque ele representou a nossa aceitação de nós mesmos por nós mesmos, condição essencial para uma nação ser algo maior do que um mero país. Eleito, Lula nos libertou e o Brasil deu o salto que todos vivem, mesmo que não queiram ver. Na América Latina, e eu leio a imprensa dos nossos vizinhos, Lula é idolatrado como um grande líder nacional, que ama seu povo e se dedica a defender os seus interesses, ao mesmo tempo em que tenta sinceramente ajudar e integrar os que nos rodeiam. Somos admirados por que passamos a nos levar a sério e deixamos de puxar o saco do primeiro mundo, como fazia o nosso pomposo FHC. Barramos espanhóis (inocentes, claro) na fronteira exigindo tratamento decente aos nossos viajantes que entram na Europa. Lula não tem medo de ninguém e exige estar no G-20, mas junto com o G-8, ou onde quer que se decida alguma coisa. Lula ajudou Chávez a sobreviver e hoje o enche de elogios, enquanto sabota seus piores planos e ajuda o Brasil a vender e ganhar muito com a Venezuela. Garantiu o empate na quase guerra de araque entre Colômbia e Equador, fazendo o Brasil atuar como o líder que tem que ser. Lula abriu agências da Embrapa em países africanos, onde nossa biotecnologia tropical vai ajudar a combater a fome e criar uma agricultura moderna. Ele também decidiu que não vamos exportar petróleo do pré-sal, coisa de país atrasado, e sim derivados com alto valor agregado. Isso não é lá visão geopolítica e estratégica? Viajou aos países árabes, nunca antes assunto para nossos governantes e criou laços que hoje se transformam em comércio, bom para todos. Aqui dentro, já que o Brasil também é assunto, manteve sim a política econômica anterior, mas lhe deu a direção social que faltava. E se alguém acha que isso foi coisa pouca, imaginem as pressões que Lula sofreu, às quais teve que resistir, enquanto a Argentina, aqui ao lado, experimentava heterodoxias com o Kirchner e crescia 10% ao ano. Imaginem o que foi para um ex-torneiro mecânico peitar toda a suposta elite econômica instalada nos principais veículos de comunicação, que tentavam dizer a ele para onde apontar o nariz e que aprendesse a obedecer ou o mundo iria cair, culpa dele. Quem resiste a tudo e segue firme no caminho em que acredita é um líder.
L-Í-D-E-R. Acerta e erra, mas lidera. O maior mérito do Brasil de hoje é nosso, do povo brasileiro. Fomos nós que soubemos mudar, acabar com o PFL, optar pelo moderno e, por isso, hoje nosso destino se divide entre dois partidos e projetos viáveis, PSDB e PT. Se os dois são viáveis, o PT é mais generoso, e por isso a minha escolha. Provavelmente seguiremos crescendo e nos afirmando como nação moderna emergente, capaz de alimentar a si e ao mundo, o que para mim já está uma beleza, obrigado. Mas, alguém aí ousa comparar o Lula a gente um tanto insípida, inodora e incolor, como Aécio, Serra e Ciro ? Vamos talvez seguir rumo à prosperidade, mas de um jeito tão mais sem graça. Vocês conseguem imaginar algum desses nomes acima fazendo a frase sobre “banqueiros brancos e de olhos azuis, que achavam que sabiam tudo de economia” que hoje é repetida no mundo inteiro? Lula, para mim, representa o fim do enorme desperdício que nosso país sempre praticou, ao ignorar a humanidade e inteligência do seu povo, acusando-o de ser pouco escolarizado. Eu tenho o privilégio de, de tempos em tempos, encontrar com leitores de grupos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), na prática turmas de pedreiros, domésticas, carpinteiros, eletricistas; gente que deixou a escola quando criança e voltou agora, para aprender, inclusive, a ler. E ser lido por essas pessoas é uma enorme honra para um escritor que gosta de ser lido. E eles lêem como ninguém, minha gente. Com uma garra e encantamento de arrepiar. E raramente têm a chancede trazer essa visão absoluta do mundo, essa experiência toda a para vida do nosso país. Lula, prezados leitores, fez e faz exatamente isso. Eu conheço meu ilustre pai, para o bem ou para o mal, tenho praticamente todos os dentes e certamente todos os dedos, o que me coloca em uma camada, digamos, privilegiada, no Brasil. Mas, mesmo que não seja exatamente a minha cara, Lula consegue ser a cara brasileira da minha alma, de tantas outras almas de nosso país e, por isso mesmo, ele é, tem sido e vai ser o cara. O Cara, a nossa cara. Pelo que eu conheço do mundo, essa coluna vai atrair toda uma desgraceira pra cima desse colunista. Pois, muito bem, que venha. Esperar menos do que isso, estar menos preparado do que estou para combater o que vier, seria um desrespeito desse cidadão agradecido aqui, ao seu presidente, a quem tanto admiro e por quem tenho mais é que brigar mesmo. Podem vir, serão todos bem recebidos, e vamos em frente, nós e o Cara, fazer o debate e o país de que tanto precisamos. Dizer “Esse é o cara” afirma a negritude do Obama e sua admiração por Lula. Vivemos melhor em um mundo assim, de aceitações, reconhecimentos, sinceridades. Se eles, que são políticos, podem, então a gente pode tudo, até mesmo torcer para o Corinthians, imagino, nesse admirável mundo novo que o século 21 nos traz.
Autor: Marcelo Cunha (escritor e jornalista) – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Dihelson Mendonca
Destaque
12 mai 2009, 16:45
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Na nossa região os primeiros sinais do quadro invernoso são dados a partir dos meses de novembro e dezembro. Sabiamente a natureza manda esse aviso através de muitos seres que habitam a terra. Em suas moradias, os insetos são os primeiros a entrarem em regime de urgência. Eles armazenam alimentos, se preparam para o acasalamento e cantam anunciando a boa nova que em breve virá. Com relação ao bicho homem, a coisa é mais complicada: os profetas do inverno tiram suas conclusões baseando-se nos comportamentos da natureza. Já os cientistas, munidos de uma vasta parafernália eletrônica, mapeiam o céu dizendo o dia e a hora que poderá chover em determinado lugar. Quando essas previsões humanas dão erradas, entra em cena o apelo a São José, ou a “Santo” Equinócio (Ponto da órbita da Terra em que se registra igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de março e 23 de setembro)! E haja promessas, cantorias e rezas dos homens para que esses bombeiros do céu nos socorram abrindo as torneiras das nuvens.
Ao desprender-se, a chuva faz as alegrias das criações de Deus. E coaxa o sapo, e canta o grilo, e cresce a planta e esfria o tempo e umedece o ar. Já o bicho homem fica dividido: uma parte agradece pelas benesses que a partir daí hão de vir. Já a outra, que chama a hora da chuva de “Mau tempo”, se incomoda até com o desfiguramento que os respingos poderão causar em seus penteados ou vestuários.
Nesse período, parte da imprensa, ignorando o lado bom das precipitações invernosas, tem sempre a mesma notícia e visão erradas e unilaterais em relação aos efeitos causados pelas chuvas. Na busca de audiência, disparam, com sensacionalismo, as seguintes manchetes em seus jornais:- “As chuvas dos últimos dias desabrigaram e causaram mortes nas populações do centro, ribeiras e dos morros da cidade!”;
- “As chuvas castigaram alagando as plantações e destruindo a malha viária!”;
- “As chuvas tornaram um caos o trânsito no centro da cidade!”;
- “As chuvas causaram danos na rede elétrica da cidade!” etc.
Até onde conseguimos entender, as chuvas, mesmo as torrenciais, não são destruidoras, muito menos assassinas. Elas são, desde a criação do mundo, um fenômeno natural abençoado por Deus que se precipita sobre a terra para que todos tenham vida! Basta entendermos que, assim como nosso corpo, que precisa desse prodígio para se reidratar e não morrer, a natureza também se vale desse argumento líquido para se recompor.
Se por problema sócio-econômico, se por incompetência dos nossos administradores, se por questões de burrice invadimos os leitos dos rios, as encostas e os altos dos morros, para fazermos nossas edificações, e com isso acabamos morrendo ou tendo prejuízos materiais incalculáveis, isso não é, em absoluto, culpa das águas das chuvas! Elas, a exemplo das lavas dos vulcões, só querem de volta seus leitos naturais para fluírem harmoniosamente em seus cursos.
Miremo-nos, portanto, na inteligência e sociabilidade dos demais seres vivos que habitam o planeta terra. Todos estes, sabendo da força de uma enxurrada, constroem suas moradias bem distantes dos leitos das águas. Eles também não produzem lixo, não destroem seus ecos-sistema, não fazem politicagem, não desafiam a natureza e não têm, em suas constituições, a geneticidade da ganância.
Eu, particularmente, aproveito a chuvarada para ouvi-la caindo no telhado, para tomar banho nas biqueiras da casa, para ouvir os roncos dos trovões e para apreciar beleza fugaz dos raios. Aproveito mais: para apreciar os borbotões dos rios, para tomar um cafezinho bem quente, para aconchegar-me com a minha amada e, por fim, para, em nome da vida, para agradecer a Deus por essa dádiva suprema que é a água!
Roberto Jamacaru de Aquino
Escrito por Dihelson Mendonca
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12 mai 2009, 16:43
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