Mais de 190.000 visitantes estiveram no Museu de Paleontologia da URCA em Santana do Cariri, numa cidade de cerca de 7.000 mil habitantes. Aprofundar e socializar a produção cientifica na área de paleontologia e arqueologia é um dos objetivos do Encontro Universitário de Paleontologia e Arqueologia do Cariri que será realizado no período de 08 a 10 de junho de 2009, na Universidade Regional do Cariri – URCA. O evento constará de palestras, mini-cursos e vivencias na Casa Grande e Mina de Calcário em Nova Olinda. A região do Cariri é um dos locais importantes para a pesquisa cientifica nas áreas arqueológicas e paleontológicas. A primeira citação dos fósseis da Bacia do Araripe foi registrada em 1810 por João da Silva Feijó e cerca de 20 anos depois a ilustração desses fósseis foram publicadas por Spix & Martius em 1831. Diversos eventos científicos propiciaram a difusão de estudos e de descobertas sobre essas áreas do conhecimento, como é o caso do I e II Simpósios sobre Bacias Interiores do Nordeste em 1994 e 1997, a realização do XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia em 1999 e o Simpósio Sobre Atualidades Paleontológicas em 2008, eventos que conseguiram potencializar a região como pólo de pesquisa cientifica paleontológica e arqueológica. Para os organizadores, a conseqüência direta do evento é proporcionar aos acadêmicos e a comunidade em geral, o despertar sobre o estudo da Paleontologia, da Arqueologia, da evolução e biodiversidade na região do Cariri. Até hoje, mais de 190.000 visitantes estiveram no Museu de Paleontologia da URCA em Santana do Cariri, numa cidade que tem apenas cerca de 7 mil habitantes. Número similar são as visitas à Casa do Homem Cariri em Nova Olinda, para conhecer os vestígios do povo Cariri, antes da chegada dos colonizadores portugueses. Entre estes visitantes, destacam-se inúmeros pesquisadores nacionais e estrangeiros. Esses dados demonstram a importância da região do Cariri para a cultura cearense e nordestina e a necessidade de fomento à pesquisa e divulgação cientifica sobre esse potencial regional que também é discutido na ótica do turismo cientifico.
Texto enviado por Alexandre Lucas
Não se tome a contabilidade de mortes e adoecidos por qualquer doença para valorizar ou não um pandemia de influenza. Mesmo no caso desta gripe suína. Uma pandemia de influenza é séria, desestrutura o tecido social, os serviços em geral e particularmente os serviços de saúde. Leva economias à ruina e desfalca a estrutura familiar. Por isso, em que pese eventuais interesses cruzados, como os de fabricantes de medicamentos, não tem sentido esta tendência atual de se minimizar um vírus da influenza que só no México internou 10% dos doentes e teve uma taxa de letalidade muito alta.
Um quadro como este, por exemplo, no Brasil talvez implicasse em milhões de internações novas, acrescidas a um sistema de leitos já de todo ocupado pelos males atuais. Regiões turísticas inteiras parariam suas atividades econômicas. O dinamismo de circulação de todos os tipos de agentes entre cidades e regiões e estados, cessaria. Viagens para o exterior seriam afetadas, tanto daqui para lá como de lá para cá. As escolas parariam, até mesmo os equipamentos de cultura que dependem de platéias seriam afetados.
Uma pandemia mantém um estágio de risco alto durante meses e isso é uma afetação extrema de uma sociedade já pobre e que sofreria ainda mais com os efeitos da crise econômica mundial. Portanto, mobilize-se a sociedade, as autoridades públicas e vamos manter o alerta no nível em que se encontra por recomendação da OMS. Só para lembrar, claro que na Europa havia uma guerra generalizada, mas a pandemia da Espanhola durou praticamente três anos, começa em 1918 no meio oeste americano e arrasa a Europa em 1919.
José do Vale Pinheiro Feitosa
Um bombardeio de asteroides do tamanho da Irlanda não bastou para eliminar a vida na Terra há 3,9 bilhões de anos, disseram pesquisadores na quarta-feira, numa descoberta que recua a origem da vida em 500 milhões de anos. Muitos cientistas achavam que o impacto dos asteroides durante o período conhecido como Bombardeio Pesado Tardio teria derretido a crosta terrestre e vaporizado qualquer forma de vida existente. Mas novos modelos tridimensionais feitos por computador por uma equipe da Universidade do Colorado/Boulder mostram que grande parte da crosta terrestre, junto com os micróbios que a habitavam, teria sobrevivido e até prosperado nesse ambiente. “Esses novos resultados recuam o possível começo da vida na Terra para bem antes do período do bombardeio há 3,9 bilhões de anos”, disse Oleg Abramov, um dos autores do estudo publicado na revista Nature. “Isso abre a possibilidade de que a vida tenha emergido há até 4,4 bilhões de anos, mais ou menos na época em que os oceanos teriam se formado”, acrescentou Abramov em nota. Para estudar esse período, Abramov e seu colega Stephen Mojzsis usaram dados de rochas lunares, amostras de meteoritos e superfícies acidentadas em países vizinhos para desenvolver um modelo tridimensional da época do bombardeio. Eles então simularam asteroides gigantes colidindo aleatoriamente com a Terra, e examinaram o impacto disso sobre a temperatura na chamada zona geofísica habitável, que compreende os quatro quilômetros superiores da crosta do planeta.
A conclusão, segundo Abramov, é de que o bombardeio de meteoritos teria matado qualquer forma de vida na superfície, mas não no planeta inteiro, como muitos presumiam. “Achamos que é essencialmente impossível esterilizar toda a zona habitável da Terra com este tipo de bombardeio”, disse Abramov por telefone. “Certamente a superfície da Terra foi repetidamente esterilizada.” Porém, de acordo com ele, escapes hidrotermais abaixo da superfície poderiam ter servido de abrigo para certos micróbios afeitos ao calor, e teriam até mesmo funcionado como incubadoras para a vida. Muitos cientistas acham que o bombardeio de meteoritos teria obrigado a vida na Terra a recomeçar do zero. “Exatamente quando a vida se originou na Terra é um tópico acaloradamente debatido”, disse Michael New, astrobiólogo da Nasa, entidade que patrocinou a pesquisa. “Essas descobertas são significativas porque indicam que a vida poderia ter começado bem antes do Bombardeio Pesado Tardio (…), entre 3,8 e 4,5 bilhões de anos atrás”, afirmou New em nota.
Fonte: Reuters
Foto: http://blog.cancaonova.com
Saiu na BBC. Um estudo feito nos Estados Unidos identificou que os usuários de maconha têm maior probabilidade de desenvolver câncer de testículo. Para chegar a essas conclusões, foram entrevistados 69 pacientes com a doença.Os pesquisadores descobriram que o uso frequente da droga aumenta o risco em 50% em comparação com os homens que nunca fumaram maconha. Suas respostas foram comparadas às de cerca mil homens, aparentemente saudáveis. O uso da maconha permaneceu como um claro fator de risco para o câncer.Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer, a doença que afeta os testículos corresponde a 5% dos casos de tumores malignos entre os homens. A cada 100 mil, 3 a 5 têm o problema. O câncer é mais comum em entre homens com idades entre 15 e 50 anos e tem alto índice de cura, principalmente, se for diagnosticado no estágio inicial.
Mas, afinal…
O QUE É A MACONHA?
São as flores e folhas secas da planta CANNABIS SATIVA, também conhecida como Cânhamo verdadeiro. Os cigarros são chamados de: erva, pacau, baseado, charão, fininho ou finório. Contém várias substâncias que têm efeitos cerebrais, a mais conhecida sendo o delta-9-tetrahidrocanabinol (D -9-THC,THC). Também contém substâncias que não agem no cérebro, como o alcatrão. Outras preparações da CANNABIS são o haxixe, ganja e charas.
POR QUE É USADA?
Os efeitos variam se a droga é fumada ou tomada, e dependem da quantidade usada. Com doses baixas há euforia (sensação de bem-estar) e risos, quando em grupo, ou há relaxamento e sonolência, se está sozinho. A memória fica prejudicada e a pessoa não consegue executar tarefas múltiplas. Há aceleração do tempo subjetivo, fazendo minutos parecerem horas, e confusão entre passado, presente e futuro. Os sentidos ficam aguçados, mas o indivíduo tem menor equilíbrio e força muscular. Os olhos ficam vermelhos (congestão da conjuntiva), a boca seca, e aumenta a vontade de comer doces. O pulso fica acelerado, e a pressão pode diminuir quando a pessoa fica em pé, causando tontura. Com doses mais altas iniciam os delírios (desorientação, confusão, raciocínio incoerente, medo, ilusões), alucinações (perceber algo quando não há estímulo) e despersonalização (sente que não é mais ele mesmo), que podem atingir um nível de psicose tóxica. Nestes estágios de intoxicação a pessoa pode sentir-se muito mal, mostrar-se agitada e confusa, caracterizando a má viagem.
QUE MAL FAZ PARA A SAÚDE?
Sem referir os problemas de comportamento já citados, é conhecido que:
fumar maconha traz os mesmos problemas que fumar cigarro de tabaco: bronquite, asma, faringite, enfisema e câncer; há maior risco de sofrer acidentes de trânsito; diminui a imunidade, aumentando a chance de ocorrerem infecções; se for usada durante a gravidez, existe a possibilidade de prejudicar o feto.
PODE OCASIONAR DEPENDÊNCIA?
A dependência pode ocorrer por uso repetido, durante bastante tempo. Pode haver tolerância(precisa usar maior quantidade de droga para sentir os mesmos efeitos de antes), de forma que a pessoa passa a fazer uso diário da droga, no entanto, a suspensão abrupta do uso não produz sintomas físicos. O dependente se afasta da família, do trabalho e do lazer, para ficar usando a droga. Alguns podem perder o interesse por cuidar de sua saúde ou higiene.
QUAL DEVE SER A CONDUTA QUANDO SE DESCOBRE UM AMIGO USUÁRIO DE DROGAS?
O usuário não deve sentir-se abandonado por amigos ou familiares, pois ficará mais próximo da droga. Ele deve ser motivado a procurar ajuda especializada, pois os tratamentos trazem melhores resultados naquelas pessoas que querem ser ajudadas. Para tanto, devemos estar bem informados a respeito de drogas e dispostos a conversar sem preconceitos sobre o assunto. Esta pode ser uma boa maneira de auxiliá-lo, porque estaremos mostrando que a opção de não usar drogas está fundamentada.
O QUE FAZER EM CASOS DE “MÁ VIAGEM” ?
Conduzir um indivíduo a um centro de urgências é a melhor medida. Caso não seja possível, é importante colocar a pessoa em ambiente calmo, sempre acompanhado por alguém, evitando que machuque a si ou a outras pessoas. Não dar remédios ou bebidas alcoólicas.
Saudações Geográficas!
João Ludgero