Dilacerando cada pensamento transmitido por imagens, afogando a televisão e suas macaquices na mais podre fossa do lixão mais distante da Terra.
Tiago Viana.
Tiago Viana.
Trago mais uma novidade para integrar as pessoas que frequentam nossos websites.
Trata-se de uma Sala de Bate-Papo. Basta fazer aí o seu login, entrar…
Vamos tentar fazer umas reuniões no fim de tarde, é um bom horário para bater um papo legal. Veja a sala no final desta página, depois de todas as postagens…
Abraços.
Dihelson Mendonça
A Estória de Joseph Climber:
VIDA DE POLÍTICO:
Simplesmente pra morrer de rir! Clique no PLAYER abaixo!
Autor ( graças ao nosso querido Dr. Zé Flávio ): Jessier Quirino ! O maior poeta matuto da atualidade. Paraibano de Itabaiana e radicado em Campina Grande !
Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
José Paulo Paes
(breve texto de apresentação e agradecimento ao convite)
O grupo Treminhão de Recife, se apresentou ontem, dia 28 de Julho, no Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte, onde fez um belíssimo espetáculo. Composto pelos integrantes – Breno Lira, Ricardo Fraga e Marcos Mendes, o grupo possui um trabalho instrumental muito interessante, que reúne raízes profundamente nordestinas a ritmos modernos diversos. Ontem a noite, o auditório do CCBN estava praticamente lotado, e às 18:30 também havia se apresentado o artista Luciano Brayne, também de Pernambuco, mas radicado aqui no cariri, com show marcante.
Para quem não foi ontem ao CCBN, conhecer o trabalho do grupo Treminhão, eis um vídeo quentíssimo:
Abraços,
Dihelson Mendonça

Ontem, dia 27 de Julho, fui assistir a 2 shows muito bons no centro cultural banco do Nordeste de Juazeiro do Norte.
O primeiro, às 18:30, foi um dueto a 4 mãos para piano, executado por Isaura Rute e Thiago Barreto. Dueto muito bom, onde eles tocaram a suite Dolly de Gabriel Fauré, uma das mais belas peças do repertório pianístico para duetos. Os dois pianistas, muito talentosos, deliciaram a platéia com um som cristalino, muito bem estudado, com boa dinâmica, sincronismo e emoção. A Pianista Isaura Rute, experiente, transmite muito sentimento na sua interpretação, e o Thiago é bastante virtuosístico. Apresetação memorável, que nos deixou um halo luminoso nos caminhos belos da música clássica!
A segunda apresentação da noite, às 20:00, foi do grupo do guitarrista pernambucano Luciano Magno, que trouxe também o tecladista Fábio valois, e ainda bateria e contrabaixo. A música do Luciano Magno é bastante voltada para o nordeste brasileiro: Baiões, xotes, frevos.
Natural do Pernambuco, o grupo nos presenteou com um repertório autoral bastante diversificado, e pudemos ouvir com grande alegria os fantásticos frevos que esse grupo nos brindou. Dotado de uma técnica fascinante, o guitarrista Luciano Magno conquista a platéia com o seu visual, seu jeito exótico de se vestir e seu carisma.
Realmente, duas apresentações memoráveis, que só encontraram par na quinta-feira passada, quando se apresentou o grupo Marimbanda e o grupo do Nélio Costa, ambos de Fortaleza, em shows marcantes!
NA FALTA DE UMA DIVULGAÇÃO QUE CHEGUE A UM PÚBLICO DIVERSIFICADO.
USEM OS MEIOS ELETRÔNICOS. .”E-MAIL E ORKUT.”
SOLICITO A TODOS OS MÚSICOS QUANDO FOREM FAZER SUAS APRESENTAÇÕES OU SHOWS, DEIXAR NA ENTRADO DO RECINTO OU AMBIENTE DE ESPETACULO,
UM CADERNO PARA O PÚBLICO DEIXAR O E-MAIL. OU CÉLULAR (PARA ENVIO DE TORPEDOS VIA INTERNET).
ESSA FORMA É MUITO EFICIENTE, MODERNAMENTE O E-MAIL TOMA UM ESPAÇO SIGNIFICATIVO, QUE ANTES ERA O RECADO DE BOCA A BOCA. PANFLETOS, CARTAZES, SE MOSTRAM INEFICIENTES.
AGORA PODE-SE DAR UM BOCA A BOCA ELETRÔNICAMENTE.
ESSE MEIO DE COMUNICAÇÃO É LARGAMENTE ULTILIZADOS POR LOJAS, VENDEDORES AUTONOMOS, PROSTITUTAS, ETC… QUE SÃO CHAMADOS DE SPAM
AINDA NÃO PUDE VER SEU USO PARA UMA BOA CAUSA CULTURAL
O MEMORIAL DA AMERICA LATINA
O MESMO DEVERIA SER FEITO PELO O C.C.BNB E O SESC OU OUTROS…
COMO ELES NÃO FAZEM ESSE TIPO DE PUBLICIDADE, GASTAM
É IMPORTANTE CRIAR UM PUBLICO, UMA FORMA DE MOSTRAR QUE NA CIDADE EXISTEM ATRAÇOES CULTURAIS.
CHEGA DE RECLAMAR DO QUE A MÍDIA FAZ. FAÇAMOS DIFERENTE.
DIVULGUEM SEUS TRABALHOS NO EXTERIOR. FAÇAM TROCAS DE SEUS TRABALHOS.
AGRADEÇO
PELO O ESPAÇO E A CONFIANÇA
DEODATO GLOBALIZADO
JFLAVIO
Quase todo mundo já se acostumara com as histórias estapafúrdias de Quinca de Filó, ali na praça Siqueira Campos. Chegava , invariavelmente, com aquela cara de ressaca, meio amassada e obscurecida por olheiras , parecendo uma lata de torrar castanha. Postava-se ali num canto, ouvindo mais que falando e só quando se recobrava um pouco daquele gosto de cabo de guarda-chuva é que começava a tecer suas considerações. No início, alguns grunhidos mal humorados, depois a articulação de palavras inaudíveis, só lá para o meio dia, começava-se a traduzir o que saltava da boca de Quinca. Valia a pena, porém, a paciência : o homem se tornara o maior depositário cratense de histórias fantásticas e impossíveis. Disso já se sabia, mas naquela terça-feira, depois da Expo/Crato, Filó simplesmente se superara.
— Vocês sabiam que no último dia de Exposição, um bêbado morreu e mesmo assim, depois de esticar as canelas, ainda dançou a noite toda, bebeu cachaça na barraca de Luiz Jacu, rodou na roda gigante e , não bastasse isso, pegou carona num caminhão e foi bater em Campina Grande?
A Praça Siqueira Campos cobre-se daquela fauna própria das florestas interioranas. Os passantes, desavisados, que vão ao , ou saem do trabalho; os rueiros que escapolem para tomar um cafezinho ali no Café Crato; os taxistas esperando serem requisitados para alguma corrida; os transeuntes que se acercam das bancas de revista e finalmente aqueles que têm escritório montado na praça, aposentados oficiais ou independentes , que se deleitam tricotando as últimas novidades da Vila.Diante do release de história tão surrealista , saída da boca de Quinca, todos as almas numa circunferência de cinqüenta metros se aproximaram, curiosos, do nosso André Breton tupiniquim. Imaginaram, a princípio, que o homem vinha embalado ainda da Exposição e estava mais melado do que balcão de Correio ou talvez, simplesmente, endoidara. Aos poucos, no entanto, perceberam que ele acordara da ressaca e , dentro do possível, mostrava-se lúcido e coerente. Mas que diabos de conversa sem pé nem cabeça, de um defunto andarilho, era aquela ? Quinca, com platéia montada, de pronto estimulou-se a continuar a narração.
— Não tem nada de mentira não. Vou contar direitinho como tudo aconteceu. No dia do show de uma tal banda chamada “Aviões do Forró”, o parque encheu de gente que não cabia mais nem uma linha zero. Ficou todo mundo espremido uns contra os outros, tal e qual sardinha na lata.Do lado de fora , tinha mais de quinhentas pessoas querendo entrar e sem poder. Nunca se viu tanta gente reunida aqui nesta cidade para ouvir música ruim. Pois bem, num é que lá no currupio da platéia estava “Cutia”, aquele pau-d´água da Vila Lobo. Não se sabe como o homem entrou e só depois se descobriu pra que. Beirando meia noite, o bêbado teve um colapso e morreu. Devia cair duro no chão, mas como, meu senhor? Espremido ali no meio da multidão ficou de pé. Morreu como batida e passou todo o show dançando ao sabor da multidão. Só lá pras oito horas, quando o povo saiu é que Cutia pode cair em paz. Mas aí, iam passando uns bêbados amigos ( e o que não falta neste mundo é solidariedade de bêbado), conheceram o amigo, imaginando-o capotado pela cana, botaram-no no braço e foram lavar o peritônio , cedinho, na barraca de Luiz Jacu. Deitaram Cutia em duas cadeiras e acabaram de encher o toba de cana. Aproveitaram e deram ainda umas goladas ao companheiro capotado ( e juram que o homem engoliu). Botaram novamente o fardo no ombro e subiram em procura daquela saída do parque que dá para o Pimenta.
Neste ponto , Quinca parou um pouco para respirar e, estrategicamente, procedeu como se a história tivesse terminado por aí. Após alguns minutos de silêncio, os ouvintes quase em uníssono, perguntaram:
—Sim, e o resto da história, como diabos é que o defunto andou no parque de diversões e viajou ?
Era a deixa que Quinca de Filó esperava. Respirou fundo, pôs-se pensativo como que tentando lembrar-se de um roteiro distante e impalpável e retornou ao fio da meada:
— Bem, quando chegaram na altura do parque de diversões, já chumbados pela cachaça e pelo peso que carregavam, sentaram “Cutia” um pouco na cadeira da roda gigante . Era mais fácil de ele se manter no lugar, fechando aquele ferrinho de segurança da cadeira. Deitaram ao derredor e descansaram . Pois não é que o responsável pela roda gigante, chegando ao parque, ligou os motores para consertar a cadeira treze que estava lá no alto. Cutia então subiu na sua poltrona até à cumeeira e ficou contemplando a cidade amanhescente com seus olhos baços.Quando o maquinista notou que havia alguém passeando na roda, sem ter pago o ingresso, desceu , acordou os amigos e lhes entregou novamente a carga. Novamente os companheiros de Cutia colocaram o homem no tum-tum e já na saída do parque, cansados , resolveram deixá-lo descansando na carroceria de um caminhão baú ali estacionado. Encostaram-se, cambaleantes, pelas paredes do antigo Campo do Esporte e simplesmente desmaiaram. Despertaram do sono, sob o açoite do sol do meio dia. Um cutucou o outro bêbado e, quando saíam, lembraram-se: menino, cadê Cutia? Só que o caminhão não mais se encontrava no pátio. Souberam, depois, quando curaram da ressaca, que o bicho tinha ido pra Campina Grande .
Os circunstantes, embasbacados, quiseram, então, saber o desfecho da história. Quando descobriram que Cutia estava morto? Sepultaram-no em Campina Grande? Quinca de Filó, então, matou a curiosidade de todos.
— O que soubemos, amigos, é que o caminhão ia transportando peças de couro do Mestre Expedito de Nova Olinda para serem exportadas para França. A última notícia da polícia paraibana é que Cutia embarcou com a carga para França e não mais se soube o paradeiro do homem. O Itamaraty , porém, informou que um cachaceiro francês, preso semana passada por arruaça, garante que viu um sujeito cambaleante, todo encourado, descendo numa das barcaças do Rio Sena, aboiando feito um doido.